{"id":31247,"date":"2019-06-09T12:29:25","date_gmt":"2019-06-09T11:29:25","guid":{"rendered":"http:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/?p=31247"},"modified":"2019-12-13T15:33:42","modified_gmt":"2019-12-13T15:33:42","slug":"e-se-fosse-possivel-existir-reproducao-sem-um-macho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/e-se-fosse-possivel-existir-reproducao-sem-um-macho\/","title":{"rendered":"E se fosse poss\u00edvel existir reprodu\u00e7\u00e3o, sem um macho?"},"content":{"rendered":"[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;section&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221;][et_pb_text admin_label=&#8221;Text&#8221; _builder_version=&#8221;3.27.4&#8243; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221;]\n<h6><span style=\"color: #999999;\"><span class=\"bp-first-letter\">F<\/span>oto de apresenta\u00e7\u00e3o:\u00a0 #<em>Cnemidophorus uniparens<\/em> &#8211; Buffalo <a href=\"https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/tag\/zoo\/\">#Zoo<\/a> [Wikipedia]<\/span><\/h6>\n<p>H\u00e1 certos mecanismos que os seres vivos adotaram ao longo da evolu\u00e7\u00e3o que despertam alguma curiosidade em n\u00f3s, porque p\u00f5em \u00e0 prova o nosso conhecimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua resili\u00eancia. Ora, mas a que me refiro? Ao longo dos artigos que escrevi, tenho vindo a abordar muitas capacidades fant\u00e1sticas e algumas, talvez, que desconhecias, bom, hoje n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. Para este artigo, trago um assunto que ir\u00e1 com certeza despertar a tua aten\u00e7\u00e3o, come\u00e7o por dizer o nome do fen\u00f3meno de reprodu\u00e7\u00e3o que vou abordar, e logo por a\u00ed ir\u00e1s perceber que se trata de algo fant\u00e1stico, \u00e9 ent\u00e3o: a <a href=\"https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/tag\/partenogenese\/\">#partenog\u00e9nese<\/a>! Nesse caso, come\u00e7o por deixar uma quest\u00e3o: e se n\u00e3o fosse necess\u00e1rio a contribui\u00e7\u00e3o do macho, para existir descend\u00eancia vi\u00e1vel?<\/p>\n<p>Dissecando esta grande palavra, em que \u201c<em>parthenos<\/em>\u201d significa virgem e \u201c<em>genesis<\/em>\u201d significa origem, na verdade, trata-se de uma reprodu\u00e7\u00e3o na qual o \u00f3vulo se desenvolve sem ter sido fecundado. Interessante, n\u00e3o \u00e9? Mas ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio a contribui\u00e7\u00e3o de um macho e de uma f\u00eamea? Como tudo, h\u00e1 sempre exce\u00e7\u00f5es, e a <a href=\"https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/tag\/partenogenese\/\">#partenog\u00e9nese<\/a> \u00e9 sem d\u00favida um desses casos. Mas ent\u00e3o, ter\u00e1 necessariamente de haver uma explica\u00e7\u00e3o para uma f\u00eamea, sem a participa\u00e7\u00e3o do macho, conseguir reproduzir-se. Na verdade, a reprodu\u00e7\u00e3o por partenog\u00e9nese foi considerada, por vezes, uma variante da reprodu\u00e7\u00e3o sexuada, pois h\u00e1 a interven\u00e7\u00e3o de um tipo de c\u00e9lula sexual. No entanto, atualmente \u00e9 referenciada como um tipo de reprodu\u00e7\u00e3o assexuada, visto que n\u00e3o h\u00e1 fecunda\u00e7\u00e3o. De qualquer das maneiras, \u00e9 uma reprodu\u00e7\u00e3o adotada por alguns seres vivos, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio que estes apenas se reproduzam assim, maioria deles reproduzem-se com a contribui\u00e7\u00e3o do macho, e algumas vezes, sem a contribui\u00e7\u00e3o do mesmo, podendo utilizar as duas vertentes. Descendentes de reprodu\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/tag\/partenogenetica\/\">#partenogen\u00e9tica<\/a>, tendem a ser clones da progenitora, porque, na verdade, n\u00e3o houve troca e rearranjo de informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica com outro organismo, em contrapartida com o que ocorre na reprodu\u00e7\u00e3o sexuada em que h\u00e1 interven\u00e7\u00e3o de dois organismos, o macho e a f\u00eamea, e nesse caso, sim, h\u00e1 troca de informa\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/tag\/genetica\/\">#gen\u00e9tica<\/a>.<\/p>\n<p>Algumas esp\u00e9cies de lagartos do g\u00e9nero #<em>Cnemidophorus (#<\/em><a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?q=aspidoscelis+uniparens+aspidoscelis&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAOPgE-LUz9U3sLTIKTFTAjMtTHJzjLUss5Ot9JMy83Py0yv184vSE_Myi3Pjk3MSi4sz0zKTE0sy8_OsMjLTM1KLFFBFF7EqJxYXZKbkFyen5mQWK5TmZRYkFqXmFSsgCwMAfoBDI3kAAAA&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwjy4u6uqtjiAhWDs3EKHRnuBC0QmxMoATAWegQIDBAN\"><em>Aspidoscelis<\/em><\/a><em>) <\/em>podem reproduzir-se por partenog\u00e9nese, no caso em particular da esp\u00e9cie <em>Cnemidophorus uniparens <\/em>(#<em>Aspidoscelis uniparens<\/em>), as popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o compostas por \u201cclones\u201d todos do sexo feminino, que podem estimular a ovula\u00e7\u00e3o umas das outras, fazem isso fingindo \u201cacasalar\u201d, de notar que, os machos desta esp\u00e9cie n\u00e3o se extinguiram, nem as f\u00eameas optaram pela reprodu\u00e7\u00e3o partenogen\u00e9tica em deterioramento da contribui\u00e7\u00e3o do macho, na realidade, esta esp\u00e9cie surgiu fruto de um cruzamento entre duas esp\u00e9cies diferentes do g\u00e9nero <em>Cnemidophorus<\/em>, podendo ocasionalmente, as f\u00eameas acasalar com machos de outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_31245\" style=\"width: 1522px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" aria-describedby=\"caption-attachment-31245\" class=\"size-full wp-image-31245\" src=\"http:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Lepidodactylus-lugubris-ZooKeys.jpg\" alt=\"\" width=\"1512\" height=\"1270\" srcset=\"https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Lepidodactylus-lugubris-ZooKeys.jpg 1512w, https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Lepidodactylus-lugubris-ZooKeys-300x252.jpg 300w, https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Lepidodactylus-lugubris-ZooKeys-768x645.jpg 768w, https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Lepidodactylus-lugubris-ZooKeys-1024x860.jpg 1024w, https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Lepidodactylus-lugubris-ZooKeys-1080x907.jpg 1080w, https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Lepidodactylus-lugubris-ZooKeys-610x512.jpg 610w\" sizes=\"(max-width: 1512px) 100vw, 1512px\" \/><p id=\"caption-attachment-31245\" class=\"wp-caption-text\"><em>Lepidodactylus lugubris<\/em> &#8211; ZooKeys [Wikipedia]<\/p><\/div>\n<p>Sabias que este tipo de reprodu\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi observada em exemplares da esp\u00e9cie <a href=\"https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/tag\/dragao\/\">#drag\u00e3o<\/a>-de-komodo (#<em>Varanus <a href=\"https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/tag\/komodoensis\/\">#komodoensis<\/a><\/em>)? Normalmente d\u00e1-se a reprodu\u00e7\u00e3o quando a f\u00eamea acasala com um macho, fazendo posteriormente a sua postura, no entanto, nem sempre \u00e9 assim, pode acontecer o processo de reprodu\u00e7\u00e3o chamado de partenog\u00e9nese. Foi observado no Jardim Zool\u00f3gico de Chester, no Reino Unido, uma postura de ovos de <em>Varanus komodoensis<\/em>, que ap\u00f3s serem analisados percebeu-se que continham apenas <em>DNA<\/em> (ou ADN) da progenitora, e esta n\u00e3o teve qualquer contacto com um macho. Podemos pensar neste caso de uma maneira evolutiva, ou seja, evolutivamente falando, seria vantajoso a f\u00eamea conseguir dar \u00e0 luz juvenis saud\u00e1veis, sem ter de acasalar com um parceiro? Bom, desde logo podemos pensar que \u00e9 bastante vantajoso, a n\u00edvel evolutivo, pois n\u00e3o necessita de encontrar um macho para vingar a esp\u00e9cie, e facilmente coloniza outro local e cria uma popula\u00e7\u00e3o nova. Mas, ent\u00e3o, ser\u00e3o s\u00f3 vantagens? N\u00e3o. Costuma-se dizer que \u00abn\u00e3o h\u00e1 uma moeda sem duas faces\u00bb, n\u00e3o \u00e9? Pois, aqui n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. O facto de apenas terem o <em>DNA<\/em> (ou ADN) da progenitora, faz com que n\u00e3o tenha existido cruzamento gen\u00e9tico, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 diversidade gen\u00e9tica nas crias, o que pode levar a uma redu\u00e7\u00e3o do <em>fitness <\/em>(aptid\u00e3o) da esp\u00e9cie. Contudo, h\u00e1 que notar, que \u00e9 uma forma, e por vezes estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia, e os animais est\u00e3o sempre a dar-nos li\u00e7\u00f5es, no que toca a esse assunto, n\u00e3o \u00e9 verdade? Recentemente, num aqu\u00e1rio nos Estados Unidos, uma f\u00eamea da esp\u00e9cie <em>Eunectes murinus<\/em>, apesar de n\u00e3o ter tido contacto algum com um parceiro, deu \u00e0 luz crias saud\u00e1veis! Impressionante, n\u00e3o \u00e9? As duas crias sobreviventes tinham o <em>DNA<\/em> (ou ADN) da progenitora, o que indicou que mais uma vez, se tratava de um caso raro de partenog\u00e9nese. Em Missouri, uma serpente em cativeiro, da esp\u00e9cie #<em>Nerodia erythrogaster<\/em> deu \u00e0 luz, sem a contribui\u00e7\u00e3o de um macho, dando pistas aos tratadores que talvez se trata-se de um caso de partenog\u00e9nese, surgiram algumas d\u00favidas sobre se n\u00e3o teria armazenado esperma do macho, no entanto, concluiu-se que seria um per\u00edodo demasiado extenso, pois j\u00e1 estava em cativeiro h\u00e1 v\u00e1rios anos, sendo assim, a reprodu\u00e7\u00e3o por partenog\u00e9nese foi a explica\u00e7\u00e3o para tal acontecimento.<\/p>\n<p>Na verdade, o facto de a partenog\u00e9nese ser um caso raro em serpentes, n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o raro noutros seres vivos, existem animais que optam por esta estrat\u00e9gia de reprodu\u00e7\u00e3o h\u00e1 muito tempo, como \u00e9 o caso dos t\u00e3o importantes polinizadores: as fant\u00e1sticas abelhas. E no caso das abelhas, estas t\u00eam uma organiza\u00e7\u00e3o estrutural, sendo a sua sociedade formada por zang\u00f5es (os machos), oper\u00e1rias (as f\u00eameas est\u00e9reis) e a rainha (f\u00eamea f\u00e9rtil), na verdade, apenas as rainhas e as oper\u00e1rias s\u00e3o origin\u00e1rias de \u00f3vulos fecundados, os zang\u00f5es nascem por partenog\u00e9nese. Muito interessante, n\u00e3o concordas?<\/p>\n<p>De facto, a reprodu\u00e7\u00e3o sexuada com a interven\u00e7\u00e3o de dois tipos de c\u00e9lulas sexuais, tem como obrigatoriedade o encontro de dois organismos de sexos opostos, de modo a, na maioria das vezes, vingar na continua\u00e7\u00e3o da linhagem da esp\u00e9cie, por outro lado, na partenog\u00e9nese, apenas um organismo \u00e9 necess\u00e1rio para gerar descend\u00eancia, e isso pode ser muito vantajoso em certas ocasi\u00f5es, pois multiplicam-se mais r\u00e1pido, sendo que noutros casos n\u00e3o \u00e9 uma reprodu\u00e7\u00e3o vantajosa\u2026 por exemplo, quando \u00e9 necess\u00e1rio existir mudan\u00e7as ao n\u00edvel gen\u00e9tico de modo a haver uma adapta\u00e7\u00e3o em ambientes em transforma\u00e7\u00e3o ou por exemplo: no caso de alguma doen\u00e7a que est\u00e1 a afetar a popula\u00e7\u00e3o de uma determinada esp\u00e9cie. Na reprodu\u00e7\u00e3o sexuada d\u00e1-se usualmente o processo important\u00edssimo chamado de <em>crossing over<\/em>, h\u00e1 uma troca de informa\u00e7\u00e3o, que confere a variabilidade gen\u00e9tica. Se um exemplar da esp\u00e9cie for bastante suscet\u00edvel \u00e0 infe\u00e7\u00e3o por um determinado <a href=\"https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/tag\/parasita\/\">#parasita<\/a>, ent\u00e3o, se houver reprodu\u00e7\u00e3o por <a href=\"https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/tag\/partenogenese\/\">#partenog\u00e9nese<\/a>, os seus descentes n\u00e3o ter\u00e3o variabilidade <a href=\"https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/tag\/genetica\/\">#gen\u00e9tica<\/a>, e ser\u00e3o igualmente suscet\u00edveis. Neste caso a reprodu\u00e7\u00e3o sexuada seria mais vantajosa, pois h\u00e1 troca de informa\u00e7\u00e3o entre dois organismos, havendo uma maior probabilidade de nascerem exemplares mais resilientes, vingando e dando continuidade \u00e0 esp\u00e9cie, passando esses genes que conferem maior resist\u00eancia \u00e0s popula\u00e7\u00f5es seguintes, aumentando assim o seu <em>fitness <\/em>(aptid\u00e3o), permitindo-lhe ent\u00e3o sobreviver caso ocorra, por exemplo, uma modifica\u00e7\u00e3o brusca do <a href=\"https:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/tag\/biotopo\/\">#bi\u00f3topo<\/a>, uma doen\u00e7a ou outra adversidade com a qual tenham que lidar.<\/p>\n<p>Sendo assim, depois deste texto, respondendo \u00e0 quest\u00e3o que escolhi como t\u00edtulo para este artigo: \u201ce se fosse poss\u00edvel?\u201d. Devo ent\u00e3o, substituir: \u201ce se\u201d, por, \u201c\u00e9 de facto, poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]\n<span class=\"et_bloom_bottom_trigger\"><\/span>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto de apresenta\u00e7\u00e3o:\u00a0 #Cnemidophorus uniparens &#8211; Buffalo #Zoo [Wikipedia] H\u00e1 certos mecanismos que os seres vivos adotaram ao longo da evolu\u00e7\u00e3o que despertam alguma curiosidade em n\u00f3s, porque p\u00f5em \u00e0 prova o nosso conhecimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua resili\u00eancia. Ora, mas a que me refiro? Ao longo dos artigos que escrevi, tenho vindo a abordar muitas capacidades fant\u00e1sticas e algumas, talvez, que desconhecias, bom, hoje n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. Para este artigo, trago um assunto que ir\u00e1 com certeza despertar a tua aten\u00e7\u00e3o, come\u00e7o por dizer o nome do fen\u00f3meno de reprodu\u00e7\u00e3o que vou abordar, e logo por a\u00ed ir\u00e1s perceber que se trata de algo fant\u00e1stico, \u00e9 ent\u00e3o: a #partenog\u00e9nese! Nesse caso, come\u00e7o por deixar uma quest\u00e3o: e se n\u00e3o fosse necess\u00e1rio a contribui\u00e7\u00e3o do macho, para existir descend\u00eancia vi\u00e1vel? Dissecando esta grande palavra, em que \u201cparthenos\u201d significa virgem e \u201cgenesis\u201d significa origem, na verdade, trata-se de uma reprodu\u00e7\u00e3o na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":31244,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"<h6><span style=\"color: #999999;\"><span class=\"bp-first-letter\">F<\/span>oto de apresenta\u00e7\u00e3o:\u00a0 <em>Cnemidophorus uniparens<\/em> - Buffalo Zoo [Wikipedia]<\/span><\/h6>\r\nH\u00e1 certos mecanismos que os seres vivos adotaram ao longo da evolu\u00e7\u00e3o que despertam alguma curiosidade em n\u00f3s, porque p\u00f5em \u00e0 prova o nosso conhecimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua resili\u00eancia. Ora, mas a que me refiro? Ao longo dos artigos que escrevi, tenho vindo a abordar muitas capacidades fant\u00e1sticas e algumas, talvez, que desconhecias, bom, hoje n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. Para este artigo, trago um assunto que ir\u00e1 com certeza despertar a tua aten\u00e7\u00e3o, come\u00e7o por dizer o nome do fen\u00f3meno de reprodu\u00e7\u00e3o que vou abordar, e logo por a\u00ed ir\u00e1s perceber que se trata de algo fant\u00e1stico, \u00e9 ent\u00e3o: a partenog\u00e9nese! Nesse caso, come\u00e7o por deixar uma quest\u00e3o: e se n\u00e3o fosse necess\u00e1rio a contribui\u00e7\u00e3o do macho, para existir descend\u00eancia vi\u00e1vel?\r\n\r\nDissecando esta grande palavra, em que \u201c<em>parthenos<\/em>\u201d significa virgem e \u201c<em>genesis<\/em>\u201d significa origem, na verdade, trata-se de uma reprodu\u00e7\u00e3o na qual o \u00f3vulo se desenvolve sem ter sido fecundado. Interessante, n\u00e3o \u00e9? Mas ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio a contribui\u00e7\u00e3o de um macho e de uma f\u00eamea? Como tudo, h\u00e1 sempre exce\u00e7\u00f5es, e a partenog\u00e9nese \u00e9 sem d\u00favida um desses casos. Mas ent\u00e3o, ter\u00e1 necessariamente de haver uma explica\u00e7\u00e3o para uma f\u00eamea, sem a participa\u00e7\u00e3o do macho, conseguir reproduzir-se. Na verdade, a reprodu\u00e7\u00e3o por partenog\u00e9nese foi considerada, por vezes, uma variante da reprodu\u00e7\u00e3o sexuada, pois h\u00e1 a interven\u00e7\u00e3o de um tipo de c\u00e9lula sexual. No entanto, atualmente \u00e9 referenciada como um tipo de reprodu\u00e7\u00e3o assexuada, visto que n\u00e3o h\u00e1 fecunda\u00e7\u00e3o. De qualquer das maneiras, \u00e9 uma reprodu\u00e7\u00e3o adotada por alguns seres vivos, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio que estes apenas se reproduzam assim, maioria deles reproduzem-se com a contribui\u00e7\u00e3o do macho, e algumas vezes, sem a contribui\u00e7\u00e3o do mesmo, podendo utilizar as duas vertentes. Descendentes de reprodu\u00e7\u00e3o partenogen\u00e9tica, tendem a ser clones da progenitora, porque, na verdade, n\u00e3o houve troca e rearranjo de informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica com outro organismo, em contrapartida com o que ocorre na reprodu\u00e7\u00e3o sexuada em que h\u00e1 interven\u00e7\u00e3o de dois organismos, o macho e a f\u00eamea, e nesse caso, sim, h\u00e1 troca de informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.\r\n\r\nAlgumas esp\u00e9cies de lagartos do g\u00e9nero <em>Cnemidophorus (<\/em><a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?q=aspidoscelis+uniparens+aspidoscelis&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAOPgE-LUz9U3sLTIKTFTAjMtTHJzjLUss5Ot9JMy83Py0yv184vSE_Myi3Pjk3MSi4sz0zKTE0sy8_OsMjLTM1KLFFBFF7EqJxYXZKbkFyen5mQWK5TmZRYkFqXmFSsgCwMAfoBDI3kAAAA&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwjy4u6uqtjiAhWDs3EKHRnuBC0QmxMoATAWegQIDBAN\"><em>Aspidoscelis<\/em><\/a><em>) <\/em>podem reproduzir-se por partenog\u00e9nese, no caso em particular da esp\u00e9cie <em>Cnemidophorus uniparens <\/em>(<em>Aspidoscelis uniparens<\/em>), as popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o compostas por \u201cclones\u201d todos do sexo feminino, que podem estimular a ovula\u00e7\u00e3o umas das outras, fazem isso fingindo \u201cacasalar\u201d, de notar que, os machos desta esp\u00e9cie n\u00e3o se extinguiram, nem as f\u00eameas optaram pela reprodu\u00e7\u00e3o partenogen\u00e9tica em deterioramento da contribui\u00e7\u00e3o do macho, na realidade, esta esp\u00e9cie surgiu fruto de um cruzamento entre duas esp\u00e9cies diferentes do g\u00e9nero <em>Cnemidophorus<\/em>, podendo ocasionalmente, as f\u00eameas acasalar com machos de outras esp\u00e9cies.\r\n\r\n&nbsp;\r\n\r\n[caption id=\"attachment_31245\" align=\"aligncenter\" width=\"1512\"]<img class=\"size-full wp-image-31245\" src=\"http:\/\/web.afiwai.com\/rwp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Lepidodactylus-lugubris-ZooKeys.jpg\" alt=\"\" width=\"1512\" height=\"1270\" \/> <em>Lepidodactylus lugubris<\/em> - ZooKeys [Wikipedia][\/caption]&nbsp;\r\n\r\nSabias que este tipo de reprodu\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi observada em exemplares da esp\u00e9cie drag\u00e3o-de-komodo (<em>Varanus komodoensis<\/em>)? Normalmente d\u00e1-se a reprodu\u00e7\u00e3o quando a f\u00eamea acasala com um macho, fazendo posteriormente a sua postura, no entanto, nem sempre \u00e9 assim, pode acontecer o processo de reprodu\u00e7\u00e3o chamado de partenog\u00e9nese. Foi observado no Jardim Zool\u00f3gico de Chester, no Reino Unido, uma postura de ovos de <em>Varanus komodoensis<\/em>, que ap\u00f3s serem analisados percebeu-se que continham apenas <em>DNA<\/em> (ou ADN) da progenitora, e esta n\u00e3o teve qualquer contacto com um macho. Podemos pensar neste caso de uma maneira evolutiva, ou seja, evolutivamente falando, seria vantajoso a f\u00eamea conseguir dar \u00e0 luz juvenis saud\u00e1veis, sem ter de acasalar com um parceiro? Bom, desde logo podemos pensar que \u00e9 bastante vantajoso, a n\u00edvel evolutivo, pois n\u00e3o necessita de encontrar um macho para vingar a esp\u00e9cie, e facilmente coloniza outro local e cria uma popula\u00e7\u00e3o nova. Mas, ent\u00e3o, ser\u00e3o s\u00f3 vantagens? N\u00e3o. Costuma-se dizer que \u00abn\u00e3o h\u00e1 uma moeda sem duas faces\u00bb, n\u00e3o \u00e9? Pois, aqui n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. O facto de apenas terem o <em>DNA<\/em> (ou ADN) da progenitora, faz com que n\u00e3o tenha existido cruzamento gen\u00e9tico, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 diversidade gen\u00e9tica nas crias, o que pode levar a uma redu\u00e7\u00e3o do <em>fitness <\/em>(aptid\u00e3o) da esp\u00e9cie. Contudo, h\u00e1 que notar, que \u00e9 uma forma, e por vezes estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia, e os animais est\u00e3o sempre a dar-nos li\u00e7\u00f5es, no que toca a esse assunto, n\u00e3o \u00e9 verdade? Recentemente, num aqu\u00e1rio nos Estados Unidos, uma f\u00eamea da esp\u00e9cie <em>Eunectes murinus<\/em>, apesar de n\u00e3o ter tido contacto algum com um parceiro, deu \u00e0 luz crias saud\u00e1veis! Impressionante, n\u00e3o \u00e9? As duas crias sobreviventes tinham o <em>DNA<\/em> (ou ADN) da progenitora, o que indicou que mais uma vez, se tratava de um caso raro de partenog\u00e9nese. Em Missouri, uma serpente em cativeiro, da esp\u00e9cie <em>Nerodia erythrogaster<\/em> deu \u00e0 luz, sem a contribui\u00e7\u00e3o de um macho, dando pistas aos tratadores que talvez se trata-se de um caso de partenog\u00e9nese, surgiram algumas d\u00favidas sobre se n\u00e3o teria armazenado esperma do macho, no entanto, concluiu-se que seria um per\u00edodo demasiado extenso, pois j\u00e1 estava em cativeiro h\u00e1 v\u00e1rios anos, sendo assim, a reprodu\u00e7\u00e3o por partenog\u00e9nese foi a explica\u00e7\u00e3o para tal acontecimento.\r\n\r\nNa verdade, o facto de a partenog\u00e9nese ser um caso raro em serpentes, n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o raro noutros seres vivos, existem animais que optam por esta estrat\u00e9gia de reprodu\u00e7\u00e3o h\u00e1 muito tempo, como \u00e9 o caso dos t\u00e3o importantes polinizadores: as fant\u00e1sticas abelhas. E no caso das abelhas, estas t\u00eam uma organiza\u00e7\u00e3o estrutural, sendo a sua sociedade formada por zang\u00f5es (os machos), oper\u00e1rias (as f\u00eameas est\u00e9reis) e a rainha (f\u00eamea f\u00e9rtil), na verdade, apenas as rainhas e as oper\u00e1rias s\u00e3o origin\u00e1rias de \u00f3vulos fecundados, os zang\u00f5es nascem por partenog\u00e9nese. Muito interessante, n\u00e3o concordas?\r\n\r\nDe facto, a reprodu\u00e7\u00e3o sexuada com a interven\u00e7\u00e3o de dois tipos de c\u00e9lulas sexuais, tem como obrigatoriedade o encontro de dois organismos de sexos opostos, de modo a, na maioria das vezes, vingar na continua\u00e7\u00e3o da linhagem da esp\u00e9cie, por outro lado, na partenog\u00e9nese, apenas um organismo \u00e9 necess\u00e1rio para gerar descend\u00eancia, e isso pode ser muito vantajoso em certas ocasi\u00f5es, pois multiplicam-se mais r\u00e1pido, sendo que noutros casos n\u00e3o \u00e9 uma reprodu\u00e7\u00e3o vantajosa\u2026 por exemplo, quando \u00e9 necess\u00e1rio existir mudan\u00e7as ao n\u00edvel gen\u00e9tico de modo a haver uma adapta\u00e7\u00e3o em ambientes em transforma\u00e7\u00e3o ou por exemplo: no caso de alguma doen\u00e7a que est\u00e1 a afetar a popula\u00e7\u00e3o de uma determinada esp\u00e9cie. Na reprodu\u00e7\u00e3o sexuada d\u00e1-se usualmente o processo important\u00edssimo chamado de <em>crossing over<\/em>, h\u00e1 uma troca de informa\u00e7\u00e3o, que confere a variabilidade gen\u00e9tica. Se um exemplar da esp\u00e9cie for bastante suscet\u00edvel \u00e0 infe\u00e7\u00e3o por um determinado parasita, ent\u00e3o, se houver reprodu\u00e7\u00e3o por partenog\u00e9nese, os seus descentes n\u00e3o ter\u00e3o variabilidade gen\u00e9tica, e ser\u00e3o igualmente suscet\u00edveis. Neste caso a reprodu\u00e7\u00e3o sexuada seria mais vantajosa, pois h\u00e1 troca de informa\u00e7\u00e3o entre dois organismos, havendo uma maior probabilidade de nascerem exemplares mais resilientes, vingando e dando continuidade \u00e0 esp\u00e9cie, passando esses genes que conferem maior resist\u00eancia \u00e0s popula\u00e7\u00f5es seguintes, aumentando assim o seu <em>fitness <\/em>(aptid\u00e3o), permitindo-lhe ent\u00e3o sobreviver caso ocorra, por exemplo, uma modifica\u00e7\u00e3o brusca do bi\u00f3topo, uma doen\u00e7a ou outra adversidade com a qual tenham que lidar.\r\n\r\nSendo assim, depois deste texto, respondendo \u00e0 quest\u00e3o que escolhi como t\u00edtulo para este artigo: \u201ce se fosse poss\u00edvel?\u201d. 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